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Nossa história nasceu da força criadora dos sonhos do menino João Bosco e da jovem Maria Domingas Mazzarello, mais tarde São João Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello (popularmente Dom Bosco e Madre Mazzarello), ”Sonhos – profecias” nos quais Maria, a Auxiliadora, define traços da pedagogia Salesiana. As raízes baseiam-se em: Nossa Senhora Auxiliadora; Dom Bosco; Santa Maria Domingas Mazzarello; Laura Vicuña; São Domingos Sávio;
NOSSA SENHORA AUXILIADORA (MARIA AUXILIADORA)
24 de maio. Dia de Festa para a Família Salesiana. É o dia de Nossa Senhora Auxiliadora.
Dom Bosco escolheu venerar Maria com o título de "Auxílio dos Cristãos". Ele dizia: “Maria quer que a honremos com este título porque os tempos correm tão difíceis que precisamos de sua ajuda”.
Maria guiou Dom Bosco desde pequeno. No sonho dos 9 anos Ela é a Mestra que lhe diz: "A seu tempo tudo compreenderás". No final de sua vida, Dom Bosco, compreendendo tudo o que tinha acontecido em sua vida diz: “Foi Ela que tudo fez”.
Maria é importante no sistema salesiano, Ela é a mãe maior. Aqueles meninos pobres e desamparados que Dom Bosco acolheu realmente precisavam de uma mãe que os amparassem. Por isso na imagem que Dom Bosco mandou pintar, Maria aparece olhando para quem a invoca e seu filho aparece de braços abertos, como que dizendo para as pessoas se aproximarem.
Hoje como nos tempos de Dom Bosco, precisamos da ajuda de Maria. Precisamos seguir os exemplos desta mulher, que disse SIM a Deus. Desta mulher que foi a grande seguidora de Jesus. Sem dúvida “a primeira cristã”.
Dom Bosco (SÃO JOÃO BOSCO)
A Educação Salesiana tem a origem no grande educador São João Bosco. João Bosco nasceu no dia 16 de agosto de 1815, em Becchi, próximo da cidade de Turim (norte da Itália).
De família rural e pobre, João perde o pai aos 2 anos de idade. Sai mãe Margarida, então, o cria com muita sabedoria, repassando valores como amor sereno, exigente e criador. Trabalhando na terra e vendo Deus na beleza do céu, na abundância das colheitas ou no temporal ameaçador, João aprende também a ver Deus no rosto dos outros, principalmente dos empobrecidos que batiam à sua porta em busca de alimentos ou de roupas.
Aos 9 anos, João tem um sonho que marcará toda a sua vida. Estava vendo um grupo de meninos adolescentes que conversavam e diziam palavrões. Ao escutá-lo, João tenta pará-los dando socos e pontapés. Então aparece um homem com rosto brilhante e diz: “João! Não com pancadas, mas com bondade que serás amigo deles”. Confuso, diz que é pobre, não tem recursos para estudar e nem sabe como fazer isso. O Senhor diz “Eu te darei a mestra. Com ela vai aprender tudo”. Então apareceu uma linda Senhora, que segura na mão do menino e diz: “Olhai!”. Os meninos tinham se transformado em animais ferozes. Ela continua alando: “Eis o teu campo de trabalho. Torna-te humilde, forte e robusto”. Olhando de novo, João vê que no lugar das feras havia cordeirinhos que pulavam em torno do Senhor e da Senhora. João nada entendia do que estava acontecendo. Então a Senhora disse: “a seu tempo tudo compreenderás!”.
Os anos que se seguiram, foram orientados a partir deste sonho, João, a duras provas, persegue seu objetivo. Começa, então, a reunir meninos e pessoas de sua vila nos domingos e estuda muito, o que seu irmão Antônio, não admite. Margarida o manda estudar e morar fora, ele nunca desanima e procura entender tudo o que pode. Trabalha em vários lugares para se manter. Aprende vários ofícios. No dia 5 de junho de 1845, torna-se padre, poderá, então, dedicar-se aos jovens do sonho. Em Turim há muitos jovens, que vem a cidade em busca de empregos, órfãos de guerra, e muitos cumpriam penas.
No dia 8 de dezembro de 1841 se encontra com um jovem órfão de pai e mãe, Bartolomeu Garelli. Dom Bosco inicia o trabalho com este jovem ensinando religião. Pede que traga outros colegas para o próximo encontro. Assim, a cada Domingo, muitos jovens procuram aquele padre que lhes dá atenção. O grupo cresce e falta lugar para reunir a todos. Andam de um lugar para outro. Muitas pessoas não gostam de ver um padre no meio de tantos jovens. Apesar de novas dificuldades, Dom Bosco nunca desanima. Em 1846 consegue um lugar. Aos poucos, vai ampliando a sua obra. E os jovens agora têm um lugar para ficar, brincar, estudar, rezar, formar-se para a vida.
Dando continuidade ao seu trabalho, funda a Sociedade de São Francisco de Sales. Seus seguidores recebem o nome de “SALESIANOS DE DOM BOSCO”. Os primeiros seguidores de Dom Bosco foram os educados por ele mesmo.
Dom Bosco faleceu no dia 31 de Janeiro de 1888. Em 1934 foi declarado Santo.
SANTA MARIA DOMINGAS MAZZARELLO (MADRE MAZZARELLO)
Co-fundadora e primeira superiora geral das Filhas de Maria Auxiliadora (1837-1881).
Foi o instrumento do Senhor, nas mãos de S. João Bosco, para a atuação, no campo feminino, do admirável plano de preservação e formação da juventude, que o grande Apóstolo Educador realizou, por si, no setor masculino.
Naturalmente de Mornese, viu a luz do dia a 9 de Maio de 1937. Foi a primeira vergôntea de uma família cristã de modestos camponeses, no seio da qual, sob o olhar vigilante e firme do pai, foi crescendo sincera e solidamente piedosa, invulgarmente laboriosa e sacrificada, e foi sobretudo adquirindo aquele notório critério prático e aquela serena justeza de visão, que haviam de constituir o seu raro “talento de governo”. Não frequentou a escola, que nesses tempos era só para rapazes; mas aprendeu a ler para estudar catecismo, a sua ciência e o seu amor... E soube compreendê-lo e praticá-lo admiravelmente, com aquele sobrenatural instinto que ultrapassa as fórmulas e é próprio dos santos.
Caráter vivo, forte, volitivo e tenaz, franco e aberto, coração generoso, ardente e puro, inteligência pronta e lúcida, cresceu, como o lírio dos campos, singela e cândida, sempre dócil e aberta à luz da graça que a penetrava e lhe dava uma peculiar visão das coisas de Deus. Foi seu guia espiritual, zeloso e piedoso sacerdote padre Domingos Pestarino, condiscípulo e amigo do Servo de Deus padre Franssinetti, o qual lhe incutiu aquela piedade tipicamente eucarística e lhe deu aquela solidez de vida cristã que sempre a distinguiu. Aos 15 anos, seguindo uma voz interior, consagrou-se espontaneamente a Deus com voto perpétuo de virgindade, e, quando em 1855 surgiu, por iniciativa de uma piedosa jovem da aldeia, a União das Filhas da Imaculada, foi das primeiras que nela se inscreveu e das mais fervorosas na realização do programa espiritual de perfeição e apostolado que a União perfilhava. Desta arte, sem o saber, foi se preparando para os desígnios mais altos que Deus lhe preparava, no seu insondável plano de salvação, em que tantas vezes se compraz, de escolher o que é fraco para confundir a soberba.
Até aos 23 anos, fisicamente sã e robusta, dá-se inteiramente ao amanho dos campos, e, com tal resistência, que parece superar a dos próprios homens. O trabalho é a sua disciplina e a sua alegria. Dentem-na, porém, certo dia, a mão da Providência, sempre admirável nos seus caminhos; parece até querer trocar-lhe a vida... Não; trata-se apenas de um novo percurso do seu caminho. Ferida por um tifo violento, contraído na assistência heroica prestada a uma família de parentes, chega quase à beira da campa. Salva, quase por milagre, restabelece-se lentamente, mas não é já a mulher de antes... A sua fibra de aço enfraquecera.
Começa por uma pequena casa de costura; segue-se um modelo internato. Surgem também as reuniões dominicais que, se não têm ainda o nome salesiano de “Oratórios”, são, na sua orgânica e orientação, salesianas por instinto.
Em 1864, dá-se o primeiro encontro de S. João Bosco com Maria Domingas, e a piedosa jovem nota claramente a santidade do homem de Deus. Por sua vez, D. Bosco repara nos singulares dotes da sua alma... E é sobre Maria e algumas filhas da Imaculada, já então convivendo numa espécie de vida comum, que o santo fixa seus olhares, para a atuação de uma ideia que ia acalentando, movido por claras inspirações do céu.
Em Fevereiro de 1881, depois de ter acompanhado as missionárias da terceira expedição as Marselha, cai gravemente doente, em St. Cyr. Experimenta breves melhoras, que lhe permitem regressar a Niza de Monferrato, para onde foi transferida a Casa Generalícia, de Mornese; e o mal sobrevém. Seu espírito, vígel e pronto, mesmo no meio dos sofrimentos, irradia a luz. E vai de encontro à morte, cantando os louvores da Mãe do Céu, num dia que lhe é consagrado – Sábado – 14 de Maio de 1881.
Depressa se espalhou a fama da sua santidade. Em 20 de Junho de 1911, iniciou-se na Cúria Episcopal de Acqui o Processo informativo para a Causa de Beatificação que, introduzida pelo Decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, em 27 de Maio de 1925, a levou, em 20 de novembro de 1938, à Beatificação, e, em 24 de Junho de 1951, canonização.
LAURA VICUÑA
Nasceu em Santiago do Chile a 5 de abril de 1891. Laura ficou órfã com dois anos apenas.
Fez a primeira comunhão aos dez anos, marcou para Laura uma vida toda de amor e de sacrifício. Recebida anos depois na Associação das Filhas de Maria, tornou-se verdadeiro modelo e na defesa do lírio da pureza.
Morreu abrasada no amor de Deus, no dia 22 de janeiro de 1904, com treze anos incompletos. A causa de beatificação foi iniciada em setembro de 1955 e concluída em 3 se setembro de 1988.
SÃO DOMINGOS SÁVIO
Domingos Sávio nasceu em 1842, em San Giovanni di Riva, perto de Chieri, Província de Turim – Itália. No dia da primeira comunhão, aos sete anos, traçou o seu projeto de vida: “Confessar-me-ei frequentemente e farei a comunhão todas as vezes que meu confessor permitir. Quero santificar os dias de festa. Os meus amigos serão Jesus e Maria. Antes morrer que pecar”.
Acolhido, aos doze anos, por D. Bosco no Oratório de Turim, pediu-lhe que o ajudasse a tornar-se santo. Dócil, sempre sereno e alegre, punha grande empenho nos deveres de estudante e no ajudar sempre os companheiros, ensinando-lhes o catecismo, assistindo os doentes, pacificando os briguentos. Um dia disse a um colega recém-chegado ao Oratório: “Saiba que nós aqui fazemos consistir a santidade em estarmos muito alegres”. Procuramos “somente evitar o pecado, como um grande inimigo que nos rouba a graça de Deus e a paz do coração, impedindo-nos de cumprir nossos deveres com exatidão”.
Fidelíssimo ao seu programa, sustentado por intensa participação nos sacramentos, por uma filial devoção a Maria e generoso no sacrifício, foi por Deus cumulado de dons e carismas. No dia 8 de dezembro de 1854, depois que Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição, Domingos consagrou-se a Maria e começou a avançar rapidamente na santidade. Em 1856 fundou com os amigos a Companhia da Imaculada para fazer apostolado em grupo.
Morreu em Mondonio, no dia 9 de março de 1857. Pio XI definiu-o: “Pequeno Gigante do espírito”. Pio XII proclamou-o bem-aventurado em 1950 e santo aos 12 de junho de 1954. Ele é o patrono dos pequenos Cantores e das Mães.
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